mariamarias

Filmes como janelas *

Através do cinema, busco desvelar histórias que podem oferecer perspectivas alternativas sobre questões sociais.

para histórias não vistas

Filmes como janelas *

para histórias não vistas

Através do cinema, busco desvelar histórias que podem oferecer perspectivas alternativas sobre questões sociais.

A maioria das minhas criações surge de trabalho de campo, pesquisa e experiências pessoais, e está enraizada em um compromisso de desdobrar fenômenos sociais e inspirar novos olhares.

ocê pode explorar como essas obras se conectam com minha pesquisa sobre ativismo juvenil, educação e mudança social, ou descobrir projetos relacionados, enraizados na educação baseada em artes e no engajamento comunitário.

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Documentário

Pássaro Preto (2016, 52’)

Desdobramento de uma oficina de cinema realizada em uma instituição socioeducativa do Rio de Janeiro, este documentário conta sonhos e cotidianos de jovens brasileiros encarcerados.

Pássaro Preto começou como uma oficina em uma unidade de correção no Rio de Janeiro em 2014, como parte do Projeto Videointeratividade. O processo resultou em três curtas-metragens criados pelos jovens participantes, e revelou os desafios enfrentados para recriar e compartilhar suas histórias de vida.

O documentário tem como objetivo explorar as complexidades da identidade criminal e os sonhos muitas vezes confinados junto a ela. Venceu a edição de 2015 do Doctv América Latina e foi exibido em 23 países, incluindo a TV Brasil. O filme também circulou em instituições socioeducativas, lançando um dos personagens como rapper.

Notavelmente, o projeto coincidiu com a chegada do meu segundo filho, Cícero, que me acompanhou durante grande parte das filmagens.

Palavras-chave: Educação baseada em artes, Documentário, Cultura juvenil.

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Série Documental

Retornados (2017, 8 x 28’)

Uma jornada transatlântica pelo legado dos afro-brasileiros retornados.

No século 19, milhares de africanos anteriormente escravizados deixaram o Brasil e retornaram a Nigéria, Benin, Togo e Gana, trazendo consigo a língua, a culinária, a arquitetura e a espiritualidade aprendidas na sociedade brasileira mista. Retornados é uma série documental que traça o legado cultural dessa migração reversa – do Brasil para a África Ocidental – contando histórias de famílias brasileiras divididas pelo Atlântico.

Fui inspirada a contar essa história após conhecer um ‘retornado’ no Quartier Brasileiro de Lagos enquanto curava filmes para o projeto de exibição da Nollywood. Esse encontro abriu uma investigação mais ampla sobre esse fenômeno histórico menos conhecido e a atual influência cultural brasileira na África Ocidental.

Co-dirigi a série com Simplicio Neto e a co-produzi por meio da minha organização Praga Conexões, ao lado da Jurubeba. A série foi lançada pelo Canal Curta e alcançou públicos internacionais através da RTP África.

Meus filhos foram companheiros das filmagens pela África.

Palavras-chave: Afro-brasileiro, Diáspora, Migração.

Curtas Documentais

Persia (2014, 2 x 15’)

Filmados em estilo guerrilha em Teerã, esses dois filmes exploram como artistas iranianos resistem, criam e navegam pela censura por meio da dança, música e arte visual.

Persia consiste em dois curtas documentais que investigam como é ser um artista na grande cidade de Teerã, sob o regime teocrático iraniano. Cada curta retrata a vida cotidiana dos artistas, seus processos criativos e sua relação com o espaço público.

Irã entre Sons e Movimentos oferece uma visão interna da cena contemporânea de dança e música em Teerã.

Visuais de Tehran destaca artistas visuais e fotógrafos e as tensões íntimas entre a expressão pública e a resistência privada

Os riscos políticos eram reais. Um artista pediu para ser retirado da versão online por medo de ser associado a uma cena de uma mulher dançando sem hijab.

Esses filmes foram co-dirigidos com Rafael Bacelar e realizados ao Programa Sala de Notícias, do Canal Futura.

Palavras-chave: Arte e Resistência, Política Cultural, Gênero e Expressão.

Mini-Documentário

Fundição Progresso (2019, 5’)

A poetic portrait of one of Rio de Janeiro’s most vibrant cultural spaces, capturing the stories, memory, and energy of Fundição’s community.

Originalmente planejado como um vídeo institucional, Fundição Progresso tornou-se um retrato em formato de curta-metragem de uma instituição cultural. Através de conversas e imagens do dia a dia da casa, o filme explora a alma da Fundição: seu povo, suas memórias, seus residentes e seu poder de transformação. Revela como a educação, a música e a cultura se entrelaçam para moldar um espaço de resistência, alegria e pertencimento.

A Fundição é um grande polo artístico no coração do Rio de Janeiro, que também foi lar da Praga Conexões por vários anos.

Palavras-chave: Instituições Culturais, Documentário, Mídia.

Trabalhos Escritos / Roteiros

Além da realização de documentários, também contribuí na criação de histórias de ficção (longa, curta, seriada). Os argumentos que eu escrevo são baseados em casos, situações e personagens da vida real e trazem abordagem sociopolítica

Malhação (TV Globo): criação de argumento
Pôtio (Filmes do Cerrado): argumento e roteiro
Faraó dos Bitcoins (Kromaki): criação de argumento