Minha pesquisa se realiza nas interseções entre arte, cultura, educação e estudos sobre juventude
Minha pesquisa se realiza nas interseções entre arte, cultura, educação e estudos sobre juventude
Grande parte dessa produção está entrelaçada com minhas experiências em campo
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Uma investigação transnacional sobre como as instituições culturais sobrevivem por meio de estratégias de coletividade em tempos neoliberais.
O artigo apresenta uma pesquisa realizada pelo Grupo Nanã, focando nas estratégias de sobrevivência de pequenas e médias organizações culturais. Estabelecido em 2021, o Grupo Nanã visa trocar estratégias e táticas para sustentar organizações culturais em tempos desafiadores.
Nesta fase inicial, realizamos entrevistas com gestores culturais de diversos países para abordar o tema frequentemente tabu do financiamento e da sustentabilidade financeira. Os resultados destacam duas principais percepções: primeiro, a importância da colaboração e da diversificação de atividades como estratégias de resiliência eficazes; segundo, a necessidade de mudar perspectivas para reconhecer e enfrentar as novas táticas empregadas pelo estado neoliberal no setor cultural.
Esta pesquisa enfatiza o papel crucial de fazer junto para garantir a vitalidade das instituições culturais em meio a crises constantes.
Palavras-chave: Comum; Instituições Culturais; Sustentabilidade financeira.
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Análise sociológica dos impactos das práticas artísticas entre jovens estudantes de ensino médio brasileiros.
A tese explora o papel da prática artística diante de desafios comuns a jovens estudantes de escolas estaduais do Rio de Janeiro.
O estudo contextualiza as experiências artísticas dos alunos dentro de suas condições sociais, utilizando uma perspectiva multidisciplinar para analisar os resultados, em particular a arte-educação e a sociologia da juventude. A contribuição particular do trabalho reside na integração dessas áreas, que permitiu perceber a demanda por práticas artísticas – e quais artes – em razão das opressões vividas por essa juventude. Os resultados indicam que, diante do descuido institucional e afetivo em que se produzem, muitos jovens têm encontrado na relação criativa com as artes um modo de cuidar de si.
Esta pesquisa ressalta a importância de fomentar o engajamento artístico entre os estudantes do ensino médio como caminho para empoderamento e resistência à saúde mental.
Palavras-chave: Arte-Educação, Bem-Estar, Estudos sobre Juventude.
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Uma etnografia visual que captura como estudantes universitários brasileiros deram sentido às suas vivências durante a pandemia de covid-19.
Quais reflexões atravessaram estudantes universitários brasileiros durante a pandemia de COVID-19? Que novas percepções de si e do mundo emergiram? A partir dos resultados do projeto de pesquisa “Juventude e Cultura Visual: Cotidiano Revelado por Fotografias de Estudantes”, realizado pelo Observatório da Juventude da UFF, este estudo analisa fotografias e textos criados por estudantes da Universidade Federal Fluminense durante a crise de saúde.
Em colaboração com o Professor Paulo Carrano, exploramos as profundas percepções que estudantes compartilharam sobre seu cotidiano em meio à pandemia.
Palavras-chave: Reflexividade Jovem, Antropologia Visual, Experiências da Pandemia.
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Um estudo de caso baseado no Projeto Turista Aprendiz, examinando as potencialidades pedagógicas das experiências etnográficas e artísticas para estudantes de escolas públicas brasileiras.
Juntamente com a antropóloga Isabel Ostrower, explorei as magias pedagógicas por trás do projeto Turista Aprendiz. Através dos testemunhos de estudantes, materiais pedagógicos e produções literárias, analisamos como experiências artísticas e etnográficas podem apoiar o processo de individuação da juventude brasileira, especialmente de jovens de baixa renda no ensino médio.
Discutimos, em particular, o papel da experiência na educação, baseando-nos na pedagogia crítica e nos estudos sobre juventude.
Palavras-chave: Escrita Criativa, Etnografia, Aprendizagem Experiencial.
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Um ensaio que questiona se a inclusão digital é verdadeiramente uma democratização cultural ou apenas uma nova forma de dominação.
Este ensaio investiga, com foco específico na juventude brasileira, até que ponto as mudanças nas formas de comunicação impulsionadas pelas tecnologias digitais estão contribuindo para a democratização do acesso cultural. Argumento pelo direito ao prazer e à práticas criativas, em diálogo com Teixeira Coelho.
O ensaio é um desdobramento da palestra realizada no Seminário Internacional sobre Cultura e Direitos Humanos.
Palavras-chave: Direitos Culturais, Cultura Digital, Tecnologia Educacional
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Como jovens iberoamericanos vivem seu tempo livre — e o que isso revela sobre acesso, desigualdade e cultura digital?
Nestas publicações colaboro com o professor Paulo Carrano na análise de dados sobre hábitos do tempo livre de jovens brasileiros e entre jovens iberoamericanos baseada em levantamento realizado pela Fundación SM.
No capítulo do livro Juventudes no Brasil examinamos como a disponibilidade de equipamentos culturais e comunicacionais pode estar influenciando as práticas de lazer da juventude brasileira.
Já no capítulo publicado em Jóvenes en Iberoamerica comparamos hábitos e preferências de lazer entre os jovens ibero-americanos.
Os resultados confirmam a prevalência de atividades online, especialmente para comunicação entre pares e desfrute audiovisual. No entanto, argumenta-se que a preferência dos jovens pelo “lazer online” também decorre do acesso limitado a oportunidades recreativas em seus territórios locais.
Palavras-chave: Estudos Comparativos, Ibero-América, Desigualdade, Lazer Jovem.
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Um estudo exploratório dos hábitos e gostos do cinema entre a juventude brasileira.
Pesquisa conduzida durante o mestrado, este estudo explorou como estudantes de escolas públicas de ensino médio no Brasil se relacionam com o cinema: o que e como escolhem assistir, onde e por quê. A discussão está fundamentada nos estudos culturais latino-americanos, com Nestor García Canclini e Martín-Barbero como referências centrais. Realizada por meio de grupos focais e da análise dos resultados da Oficina Videointeratividade, a pesquisa destaca a importância de maior representação local no cinema brasileiro, e o valor de espaços de exibição no qual o público pode ter maior controle sobre o processo de fruição.
O estudo lançou as bases para o desenvolvimento da Mostra Nollywood.
Palavras-chave: Representação Cultural, Recepção do Cinema, Públicos Jovens.