Chuva de fim de tarde, difícil de se ver em dias julgados felizes como seria dito o hoje
Chuva de início de noite, gélida que só, molha os apaixonados que compram flores para as amadas, e os bons filhos que compram para suas mães
Vozerio inigualável às águas que o céu derruba. Falam aqueles que não tem a capacidade de escrever agora, como eu.
O vento aumenta, gira em torno de mim com toda a sua grandiosidade, o lado de fora dos vidros já não pode ser achado. As águas escorrem, vazam, choram, como nunca e as ruas, antes só um pouco molhadas, agora se enchem de poças.
Uma fresta coloquei no vidro, tão pequena que até as menores gotas doem para me atingir, a brisa fresca atinge o lado do meu rosto e o petrichor arruma espaço nas minhas narinas.
Chuva de fim de tarde, destrói as esperanças daqueles que queriam caminhar, daqueles que sairiam para um piquenique, daqueles que nunca estão preparados para derreter com as águas.
